Capítulo 46 – Você não presta Sirius Black

- Se está pensando em usar Legilimens está muito enganado que irá conseguir. – deu uma risada sarcástica- Avada Kedavra.

- Tom, Tom... – Dumbledore precisou de um único movimento para desviar da maldição da morte lançada por Voldemort. – Você pretende me matar?
- NÃO ME CHAME DE TOM! – ordenou Voldemort que pela primeira vez naquela noite alterava seu tom habitual de voz, que mais lembrava o sussurar de um cobra.
- Não é seu nome? – Dumbledore usava de um tom irônico, que misturado com seu jeito calmo de falar, irritava por completo o Lord denominado Voldemort.

***

Még saiu dali, deixando Sirius sozinho com a lembrança do que acontecera naquele dia. Ela por sua vez, não precisava parar para lembrar. Aquilo não saia da sua cabeça. Era certo que ela e Sirius não estavam namorando, nem tinham um compromisso sério, mas, era Sirius que esteve com ela desde a morte de seu pai. E depois daquele dia no lago, em que Sirius disse que realmente gostava dela, ela simplesmente achou que ele iria mudar. Meg nem ao menos sabia ao certo porque se importava tanto assim, afinal só havia ficado algumas vezes com ele. Mégara agora andava meio sem rumo pelos corredores. Ela não sabia ao certo onde estava indo, só sabia que não queria ir para o salão comunal, onde todos estariam comemorando o final do natal, comentando o duelo de minutos antes, e fazendo os preparativos para o casamento de Lily.

***

- Meu nome é Voldemort! LORD Voldemort, para você. - disse Voldemort esboçando um sorriso um tanto frio, mas que não intimidava nem um pouco Dumbledore.
- Acredito que não foi para discutir seu nome que você me troxe aqui. – Dumbledore fez uma pausa na qual olhou atentamente para o lugar onde estavam. – Afinal, onde estamos?
- Isso não importa agora. – Voldemort estava com a varinha apontada para Dumbledore, que por sua vez somente sorria. - SERPENSORTIA! – berrou ele.
- Parece que você gosta mesmo das cobras... FINITE ENCANTATEM! - e a cobra se desmaterializou. – Agora se você me dá licença Tom, ainda tenho uma festa de natal para terminar.

***

Por fim cansada de andar, resolveu voltar para o salão comunal mesmo. Ficaria alguns minutos com os amigos, e depois dormiria.

- Méég! – Lily gritou. – Por onde esteve?
- Ah, por aí. – respondeu Még sem nenhum ânimo.
- Que isso Még, é noite de natal, vamos animar! – disse Tiago. Embora Még achasse que Tiago tinha razão, que não valia a pena ficar triste logo na noite de natal, ainda por cima pelo Sirius, não conseguia se animar. O clima no salão comunal estava meio pesado. Já fazia mais de hora que Dumbledore havia sumido com Voldemort, e ninguém soubera notícias. Os pais de Lily, assim como os de Tiago, já haviam ido dormir.
Por fim, cansados da espera, resolveram todos dormir. No outro dia seria natal, e Dumbledore com certeza já teria voltado.
- Ei Még! Espera! – Még estava subindo as escadas para o dormitório quando ouviu aquela voz, tão conhecida.
- O que você quer Sirius? – ela tentou usar o máximo de frieza em sua voz.
- Podemos conversar?
- Eu já disse que nós não temos nada para conversar. – Még desceu os degraus até Sirius, ficando assim frente a frente com ele.
- Por que você faz isso comigo? – Sirius se aproximou um pouco da garota.
- Isso o quê? – Még recuara alguns centímetros, aquela proximidade não era nem um pouco bom, ela sabia que não resistiria por muito tempo. – Que eu lembre, quem errou aqui foi VOCÊ. – ela fazia questão de deixá-lo culpado.
- Então tá, querida Mégara, se é assim... – disse Sirius surpreendendo Még.
- É claro que é assim. – Még engoliu um seco. – Eu acreditei em você Sirius. Você disse que gostava de mim, e no outro dia estava com outra. Você pensa que todo mundo é assim como você, sem sentimentos?
- EU TENHO SENTIMENTOS! – Sirius rebateu.
- Você tem tantos sentimentos, quanto aquela mesa ali. – Még sabia muito bem ser irônica. – VOCÊ NÃO PRESTA SIRIUS BLACK!
- QUE DROGA MÉG, EU GOSTO DE VOCÊ, SERÁ QUE VOCÊ NÃO ENXERGA? – gritou Sirius.

POOOFT!

Um estouro interrompeu a discussão dos dois.

- DUMBLEDORE! – os dois falaram ao mesmo tempo, e esquecendo da discussão, saíram juntos, correndo para chegarem ao salão principal.
- PROFESSOR, PROFESSOR! – Mégara se adiantou em correr para o local, onde Dumbledore estava caído. – O que foi que houve? – perguntou ela enquanto se sentava ao lado do professor.
- Srta. Dodson, essa não é uma boa hora. – Dumbledore se pôs de pé. – Eu preciso informar o ministério do que aconteceu essa noite. Avise à todos que eu estou bem. – completou.
- Mas... – Mégara queria argumentar.
- Amanhã Srta. Amanhã eu prometo que explico para vocês o que aconteceu, mas agora já está tarde e vocês deveriam estar na cama. – Dumbledore piscou o olho para Sirius e saiu.
- O que... como? – perguntou Még para Sirius. – É impossível aparatar em Hogwarts não é?
Sirius pensou por vários segundos antes de responder.
- Nada é impossível para Dumbledore. – falou ele. Por fim os dois voltaram para o salão comunal, e não voltaram a discutir. O dia havia sido longo, e eles estavam cansados demais para isso.


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Capitulo 45 - Entre o bem e o mal

Depois da batalha árdua e cansativa todos foram para o salão comunal.

- Fiquei com tanto medo de te perder novamente. – Lily estava abraçada com Tiago em uma das poltronas vermelho e dourado que enfeitavam o grande salão comunal da casa dos leões.

- Você nunca irá me perder meu lírio, eu sempre vou proteger você. – Tiago agora beijou Lily com todo o amor que podia expressar naquele beijo.

Sirius desceu as escadas do dormitório como se fosse um furacão.

- Alguém viu a Mégara? – perguntou olhando para Líly e Tiago com cara de ‘ parem com esse agarramento e me digam logo’.

- Ela disse que ia dar uma volta pelo castelo pra esfriar um pouco a cabeça depois de tudo que aconteceu hoje.

- Obrigado Lílian, vou procurar ela por ai. –Deu um sorriso maroto e saiu pelo retrato da mulher gorda quase correndo.

- O que deu nele?

- Não sei lírio, sei que esse cachorro vai aprontar algo.

Sirius não agüentou a sua curiosidade e deu uma espiada no ponto onde estava o nome Mégara Dodson no mapa dos marotos.

Mégara estava em um dos corredores do 2° andar conversando com uma menina da corvinal.

- Mégara, posso falar com você em particular? – e piscou o olho para a garota que logo entendeu e saiu de fininho dali.

- O que você quer Black, me importunar mais uma vez com seu joguinho sedutor? – disse andando em direção ao fim do corredor quando Sirius a segurou pelo braço.

- Calma ai Mégzinha, só queria conversar com você – já com um sorriso maroto no rosto.

- Não quero falar com você Black, nem ouvir mais uma de suas historinhas que me ama, e que faria de tudo por mim. – e saiu pelo corredor a direita.

- Még, Még, eu te amo mesmo, e se eu pudesse eu mudaria tudo. – e ficou ali por um bom tempo pensando no que acontecera.

Flashback

- Sirius, Sirus, pode vir aqui um segundinho? – uma loira de olhos estremamentes azuis o chamava.

- Fala Anna, tudo bem? - respondeu chegando onde a garota estava.

- Aham tudo sim. – e agarra Sirius dando um beijo nele.

- SIRIUS BLACK, NUNCA MAIS APAREÇA NA MINHA FRENTE – Mégara berrava a plenos pulmões pra quem quisesse ouvir.

Sirius se desvencilhou da garota e correu até Még.

- Amor eu posso explicar, ela me agarrou. – falou ele segurando Még pelo braço.

- Sirius me solta, claro, ela te agarrou e forçou a colocar a sua língua dentro da boca dela.

Fim do flashback

Em algum vilarejo longe dali...

- Seu velho idiota, acha que vai conseguir proteger seus queridos aluninhos traidores do sangue e sangues ruins, do melhor bruxo de todos os tempos, Lord Voldemort ? – riu sarcatiscamente ao chegarem no vilarejo onde tinham desaparatado.

- Nunca achei que você se tornaria esse monstro Tom, mas se quer duelar, vamos lá. – Dumbledore já estava de varinha em punho.

- Não sou mais uma criança Dumbledore, e não preciso dos seus ensinos, que perante a mim de nada adiantarão, – disse Voldmort sacando a sua varinha – agora veremos se o que um velho biruta ainda sabe fazer.

- Crucio. – Voldemort já estava com os olhos vermelhos de raiva.

Dumbledore desviou com uma rapidez incrível.

- Expelliarmus – Dumbledore deu um passo pra trás.

- Feitiço de desarmamento, tudo que ele sabe ensinar pros seus amados aluninhos, e o senhor Alvo Dumbledore esta ficando com medo?

- O bem sempre vencerá o mal. – Dumbledore agora olhava seriamente para os olhos de Voldemort sem medo algum.

- Se está pensando em usar Legilimens está muito enganado que irá conseguir. – deu uma risada sarcástica- Avada Kedavra.


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Capítulo 44 - Duelo nos Jardins.

A risada de Voldemort ecoou - mesmo que de modo impossível - por todo o jardim, naquele tom frio e penetrante, de arrepiar os cabelos. Mas isso não intimidava mais Tiago. Ele não era mais um garoto de dez anos. Aliás, estava no seu último ano em Hogwarts, e se quisesse defender as pessoas que amava, teria de enfrentar do mínimo ao máximo daquele sentimento que ele chamava de medo. Deu um passo à frente.

- O que você quer, Voldie? - Fez questão de criar algum apelido para o momento. Se o bruxo estivesse com raiva, perderia alguns pontos na execução dos movimentos. - Roubar doce de criancinhas? Porque rindo assim, este é o máximo que você vai conseguir. - E fingiu uma risada. - Se você quiser tomar esta escola, precisará de MUITO mais. - Entrou em posição de duelo e apontou a varinha para o inimigo. Lílian assistiu a cena apreensiva.

- Você realmente acha que pode comigo, garoto? - O homem de rosto ofídico analisou a situação, levando uma das mãos ao queixo, imitando uma expressão pensativa. - Vejamos... um garoto que ainda nem se formou na escola contra o melhor bruxo de todos os tempos... - Bellatrix não se conteve no momento, e soltou uma gargalhada. Voldemort sorriu, dando sinal verde para os diversos comensais darem mais risadas. - Isso é pedir para morrer, Potter.

- Vamos ver quem é que vai morrer aqui, seu idiota! - Com um movimento rápido e chacoalhar da varinha, um raio rubro saiu da varinha de Tiago, passando por cima do ombro de Voldemort, que desviou com perfeição.

- Expelliarmus? - Debochou, dando um passo a frente e reconstituindo a posição. - Acho que você não vai chegar a lugar nenhum com estes feitiços inúteis. E apontou a varinha para o garoto. Um raio azul céu tomou o ar, ao que o grifinório jogou-se ao chão.

- PONTAS, TOMA CUIDADO! - Sirius olhara para trás naquele exato momento, enquanto ainda brigava com um comensal que não conseguia identificar. Pela situação, a luta havia acabado de começar. Normalmente os inimigos de Sirius ficavam em retalhos, e este mantinha suas vestes bem como sua máscara em perfeitas condições.

- Ah, a amizade. - Você-sabe-quem olhou para o céu, já escuro, como se lembrasse de alguma coisa. - Deve ser importante para idiotas ter amigos. Idiotas não sabem se cuidar sozinhos, e precisam de alguém para ampara-los. Vocês não merecem viver, são insetos prontos para ser esmagados!

A luta continuou. Lílian, Sirius e Remus eram os que mais nocauteavam comensais, embora olhassem de pouco em pouco tempo para Tiago. Este, só fazia desviar dos diversos feitiços de Voldemort, mas ainda assim com perfeição, embora já estivesse ficando cansado de correr.

A maioria dos mascarados já estava ao chão, restando apenas os que sobreviviam, já ofegantes, em meio aos duelos das redondezas. Do grupo do mal, só Voldemort, Bellatrix, Snape e Lucio pareciam ainda resistir ao cansaço. Estes lutavam respectivamente contra Tiago, Sirius, Remus e Lílian.

- Já chega de brincadeiras! - Gritou Voldemort, cansado das esquivas do grifinório. - É hora de acabar com isso.

- Você acha mesmo que consegue? - O suor brotava do rosto do garoto de óculos, mas ainda assim não pôde de exibir um sorriso de desdém. - Pois pra mim, esse é o máximo que você pode dar.

- Que insolência! - Voldemort fechou os olhos, e girou em seu próprio eixo, enquanto fazia movimentos perfeitos e sibilava palavras sem sentido (ao menos para os garotos), quando uma luz verde-musgo começou a sair da ponta da varinha do bruxo, e foi tomando a forma de uma serpente. Ela começou a flutuar na volta dele, tornando-se cada vez maior, até que depois de três voltas, ela já tinha adquirido um enorme comprimento. Quando parou de girar, a cobra adquiriu um tom cristalino, e continuou a girar.

O que aconteceu em seguida se mediu à frações de segundo. A cobra levitou muito acima e adquiriu uma coloração vermelho-fogo, dividindo-se em diversas outras, estas tomando a aparência de adagas afiadíssimas, que circundaram o grifinório e dispararam em velocidade incrível.

Quando já estavam chegando, novo brilho ofuscou a vista de todos, e de onde só havia ar, agora estava Dumbledore, segurando com força um escudo acima dele e de Tiago, o som das adagas batendo contra o escudo era ouvido com perfeição.

- Dumbledore? - O bruxo das trevas riu, baixando a varinha novamente. - Você sempre tem que salvar os mais fracos não é, Superman?

- Você está aqui para duelar ou para criar novos apelidos para mim, Voldemort? - O diretor apontou sua varinha para o outro, com uma expressão séria no rosto.

- É claro que é para lutar, idiota. - Tomou posição de duelo, mas quando começou a movimentar a varinha, tudo que pode notar foi que Dumbledore pulara em sua direção, com a varinha brilhando.

Os dois giraram no ar e desapareceram. Todos olharam para a cena, indagando-se se podiam ou não aparatar em Hogwarts. Em baixa e assustados sem seu maior defensor, os comensais desaparataram, deixando apenas o grupo do bem que, embora cansado, juntou-se apreensivo. Para onde foram Voldemort e Dumbledore? Aquilo era só questão de tempo até descobrirem.


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Capítulo 43 - Invasão

Todos estavam festejando quando uma explosão tremeu o castelo.

- Não pode ser. – murmurou Remo

- O que está acontecendo? – perguntou o senhor Evans

Porém não obteve resposta, mais um barulho ensurdecedor ecoou pelo castelo e um grito distante foi ouvido.

- CORRAM! – foi a última palavra dita antes de tudo acontecer.

- O que está havendo? – perguntou Mégara encarando todos não querendo acreditar no que ela mesma estava pensando

- Comensais! – respondeu Sirius com raiva já com a varinha em punho

Enquanto todos sacavam as varinhas Lilian olhou para Tiago desesperada.

- Precisamos tirá-los daqui, eles não sabem se defender. – disse Lily

- Vem comigo Sr. e Sra. Evans. – falou Tiago puxando os sogros enquanto conjurava uma barreira de proteção ao redor deles.

- Lily. – chamou a senhora Evans

- Vou ficar bem mamãe. Vá com o Tiago e só saia de lá quando formos buscá-los. – falou Lily sorrindo para mãe

- Vamos precisar correr. – disse Tiago

Enquanto os três corriam ainda em segurança pelos corredores de Hogwarts em direção ao sétimo andar, todos os demais bruxos corriam para os jardins na tentativa de evitar que os comensais invadissem o castelo.

Assim que chegaram no sétimo andar Tiago correu na frente parando de fronte para uma enorme tapeçaria de desenhos confusos para o senhor e a senhora Evans. Pensou numa sala confortável e impenetrável, logo uma porta se abriu.

- Fiquem aqui dentro e não saiam por nada. Estarão seguros nessa sala. – disse Tiago

- E a Lilian? – perguntou o senhor Evans

- Por mim estaria aqui com vocês, mas se eu sugerisse isso ela me mataria. Ela é uma grande bruxa, não precisam ficar preocupados. – falou Tiago depressa – Só, por favor, não saiam.

Tiago pôde ver as expressões preocupadas dos dois, mas teve que sair correndo em direção ao barulho de explosões. Uma verdadeira batalha estava sendo travada nos jardins

Era o dobro de comensais para o número de pessoas que lutariam pelo o bem, já que a maioria deles ainda era apenas estudantes.

Atrás do pelotão todos puderam ver Bellatriz que já erguia a varinha para o céu. Quando a comensal abriu a boca para pronunciar o feitiço que conjurava a Marca Negra, Sirius se aproximou dela e a voz sumiu de sua garganta.

- Não vai fazer nada disso agora Bella. – zombou Sirius

Bellatriz lançou-lhe um olhar de extremo desgosto metalizou um contra-feitiço e começou a duelar com o primo. Aquilo era muito mais que uma batalha entre o bem e o mal. Era uma guerra pessoal.

Lilian já lutava ferozmente contra dois comensais quando Tiago a avistou. Um medo passou por sua espinha, mas logo se extinguiu quando viu que ela havia nocauteado um comensal e o outro estava já no chão quando parou para olhar o amigo.

A ruiva encarou-o por um segundo. Tiago balançou a cabeça mostrando que os pais da ruiva estavam seguros, ela sorriu aliviada e voltou a lutar.

Maldições da morte voavam de todos os lados, mas isso não deixava a ruiva assustada. Medo maior era de que eles tirassem a vida daqueles que ela amava. Tudo ia bem demais quando ela o encontrou. A máscara já jazia muito longe dali e o rosto pálido e sem cor de Snape estava à mostra.

- Severo. – murmurou Lily e a figura a encarou

- Lilian. – disse ele num tom baixo e frio, mas os olhos estavam brilhando de terror.

Snape abaixou a varinha, mas Lilian a manteve erguida ainda.

- Já disse tantas vezes para você não vir a essas batalhas. – disse Snape visivelmente preocupado

- E você já sabe minha escolha. – falou Lily duramente empunhando a varinha

- É sua escolha não minha. Não vou duelar com você. – Snape disse saindo de perto de Lilian – E saia daqui antes que ele chegue

Lilian abaixou a cabeça, ele sabia que ela jamais o atacaria pelas costas. E agora ela tinha outro problema. Ele queria dizer Voldemort, precisava avisar a Dumbledore que logo, logo Voldemort estaria ali.

- Pensando na vida sangue ruim? – perguntou Lucio Malfoy as costas de Lilian

- Falando em vez de atacar? Está realmente deprimente Malfoy. – rebateu Lily encarando o garoto

Lucio ergueu a varinha, mas seu braço ardeu na hora e ele automaticamente olhou para a um vulto que começava a se mover na escuridão. O sorriso de sonserino se alargou quando ele teve a confirmação que era Voldemort.

Porém Lily não era a única que havia percebido que Voldemort se aproximava sorrateiramente. Tiago olhava para a mesma direção e começara a caminhar até o bruxo.

- Tiago! – gritou Lily correndo por entre os diversos duelos que se formavam

Lucio apenas ria mais ao ver que a tola sangue ruim e o idiota traidor do sangue estavam correndo até o Lord das Trevas.

A movimentação dos jovens indo em sua direção fez com que Voldemort parasse para encará-los.

- Enfim nos reencontramos. – disse o bruxo encarando Tiago

- Tiago. – chamou Lily chegando perto do namorado com a varinha em punho

- Como sempre tolos o bastante para sentirem alguma coisa um pelo o outro. – disse Voldemort

- Lilian vai embora daqui, não quero que se machuque de novo. – falou Tiago se colocando na frente dela

- Tarde demais Potter, agora quem quer vocês dois juntos aqui e agora sou eu. – Voldemort falou fazendo com que seus olhos ficassem mais vermelhos e assustadores que nunca.

Lilian respirou fundo, mas Tiago não saiu da frente da menina.

- Aquela foi a primeira e última vez que vocês escaparam de Lord Voldemort, hoje é o dia da morte dos tolos que pensaram em me desafiar. – disse Voldemort


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CAPITULO 42 - Destinos entrelaçados.

Tiago se colocou na frente de Lilian. A menina o olhava com um misto de raiva e curiosidade.

- Lilian... – falou Tiago respirando fundo

O maroto nunca havia se sentido daquele jeito estava nervoso, suas mãos suavam e nada do que parecia pensar parecia ser bom o suficiente para aquele momento. Lily vendo o nervosismo do maroto aliviou sua expressão
ficando apenas esperando o que ele iria falar.

- Sei que somos jovens, imaturos e ainda temos muito que aprender. Mas não consigo me imaginar sem você por mais nenhum segundo. Estamos vivendo momentos difíceis e isso só deixa claro o que eu quero. Quero estar ao seu lado, te proteger, te amar a cada dia mais, acordar e ver o seu lindo rosto ao meu lado. Não consigo mais viver sem você, por isso eu te pergunto: Lilian Evans aceita se casar comigo e se tornar a MINHA mulher para o resto de nossas vidas? – perguntou Tiago abrindo uma pequena caixa de veludo onde continha duas alianças douradas.

Lilian ficou sem reação naquele momento. É bem verdade que seus pais e os pais de Tiago haviam tocado no assunto, mas ele se tornar real e por vontade deles era diferente. Será que ela estaria pronta para compartilhar uma vida ao lado dele? Não poderia haver espaços de dúvidas, eram aqueles olhos juntamente com os óculos redondos que ela amava, eram aqueles cabelos rebeldes que ela queria acariciar, era o perfume dele que queria sentir sempre, era o calor do corpo dele que a fazia perder os sentidos. Era ele quem ela precisava.

- Já sou sua desde o primeiro olhar. – disse a menina se jogando em cima de Tiago beijando-o docemente

Depois de se beijarem Tiago pegou a aliança menor e colocou na mão direita de Lilian. Logo depois a menina fez o mesmo.

- Isso parece um sonho. – murmurou a menina enquanto era envolvida pelos braços de Tiago.

- Você é o meu sonho real. – falou ele no ouvido dela

Lilian ficou durante um longo tempo nos braços de Tiago, enquanto ele apenas escutava sua respiração. Quando se afastaram foi para unirem os lábios, num beijo cálido e verdadeiro. Lilian foi sentindo seu corpo descendo lentamente até chão e sentiu também

o corpo de Tiago contra o seu. As mãos do maroto passeavam pelo seu rosto, delicadamente. Até que foram descendo passando pelo pescoço, pelos ombros e braços, chegando a barriga encontrando a beirada da blusa da menina. Lentamente ele colocou a mão debaixo da blusa, sentindo a pele quente da barriga dela.

- Tiago nós temos que ir. – falou Lilian se levantando

- Claro, a festa de natal. – murmurou Tiago ajudando a menina a se levantar

- Vamos? – perguntou ela sem graça

- Claro meu amor. – respondeu Tiago e ambos saíram da Sala Precisa

- Ah Merlin, Tiago! – falou Lily parando no corredor

- Ou Merlin ou Tiago, ruiva. – brincou o maroto

- Não é pra brincar. Temos que falar com os nossos pais... Merlin tenho que avisar aos meus pais! – disse Lilian começando a se desesperar

- Vem comigo. – pediu Tiago

Quando chegaram à porta do Salão Principal e quando esta se abriu Lilian levou um susto. O salão estava decorado para o natal, mas todos esperavam os mais novos noivos.
Uma grande foto do casal estava logo na entrada e juntamente com a árvore de natal e algumas miniaturas de cupidos voavam pelo salão.

- Minha menina. – falou a Srª. Evans indo abraçar a filha

- Parabéns. – disse Dumbledore

- Eu ainda não acredito que esse maluco fez isso. – comentou Sirius

- Cuide bem dela rapaz.- falou o senhor Evans

- Cuide muito bem dele ruivinha. – disse o senhor Potter

- Cuidarei. – falaram os dois juntos sorrindo

Todos estavam festejando quando uma explosão tremeu o castelo.

- Não pode ser. – murmurou Remo

- O que está acontecendo? – perguntou o senhor Evans

Porém não obteve resposta, mais um barulho ensurdecedor ecoou pelo castelo e um grito distante foi ouvido.

- CORRAM! – foi a última palavra dita antes de tudo acontecer.


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Capítulo 41. - Colocando o plano em prática.

Lílian leu e releu o minúsculo bilhete mais de dez vezes enquanto passava pelo retrato da mulher gorda e se dirigia para a torre ao lado da que levava-os ao salão comunal da Grifinória. Nada fazia muito sentido, e talvez isso agora fazia a garota gastar sua massa cinzenta para compreender.
Mas não surtiu efeito; o cérebro da garota havia trabalhado demais para uma véspera de natal, devido a todo aquele tempo na biblioteca. O fanatismo pelos NIEMS - como chamavam os marotos, com exceção de Lupin. - estava tomando conta de sua vida e ela, naquele momento, preferia lidar apenas com o stress das provas, e não das crises de humor do namorado.

- Potter, se você estiver aprontando alguma, eu juro que te mato. - Murmurou. Suas bochechas mantinham uma cor muito parecida com a de seus cabelos, que agora estavam encaracolados especialmente para a festa. Não se preocupava em apenas pensar; todo o castelo estava fora, com exceção de alguns poucos - muito poucos. - que provavelmente já estavam na cerimônia natalina no salão principal.

Não demorou muito para que chegasse em frente à parede lisa que eventualmente abrigava uma porta invisível. Sabia como faze-la aparecer, e lá poderia esganar e matar seu namorado por causa daquele dia. "Sem testemunhas, sem marcas, sem digitais". Era tudo o que a ruiva pensava, quando já andava a passos rápidos em frente à estátua do sétimo andar.
Finalmente a porta aparecera, e como um cão raivoso, Lílian avançou em direção à maçaneta, a girando com força. Abriu-a, e a primeira coisa que viu fora a silhueta de um garoto, uma que já conhecia.

- Tiago Potter! - Bateu os pés em direção ao maroto de óculos redondos, que sorria simplesmente. - Você nem sabe o que eu vou fazer com você neste exato momento! - Agarrou-o pelo colarinho da camisa que vestia. - Tem noção do que fez comigo o dia inteiro?!

- Claro que tenho. - Pela primeira vez, respondeu, tomando as mãos da garota nas suas. - Mas o que faremos esta noite será muito mais fora do sério do que jamais foi sua vida, meu lírio. - Ela arqueou uma de suas sobrancelhas, assustada.

Voltara à realidade. A sala precisa estava muito diferente do que jamais estivera. As paredes agora eram alvas, o piso da mesma cor. Os móveis que mobiliavam aquela peça obtinham um tom vermelho-e-verde, e no centro, ao invés de uma pequena mesa, uma grande e bela árvore de natal.

- Tiago... - Os olhos da garota brilharam. O grifinório abriu mais seu sorriso, fazendo menção de sinalizar com o braço o lugar em que a ruiva deveria se sentar. - você quem fez tudo isso... para mim?

- Para nós, Lily. - Ficou ao seu lado, passando o braço por suas costas. - E não fiz, eu só pensei. A sala que é a responsável por isso tudo.

- De qualquer modo, veio de ti. - Segurou a mão do namorado que estava em seu ombro fortemente. - Mas por que você me trouxe aqui? - Não podia deixar de se lembrar que passara o dia todo sozinha, enfurnada na biblioteca.

- Você verá. - Sorriu maroto, levantando-se do lugar em que estava. - Quer beber alguma coisa? - Pareceu mais cavalheiro do que nunca naquele momento, de modo que a ruiva aceitou. - O que gostaria?

- Qualquer coisa para mim está bom. - O fitou com os olhos, enquanto ele ia em direção a uma porta que ainda não havia notado do outro lado da peça.

Abriu-a e lá desapareceu, por quase três minutos, os quais pareceram mais silenciosos que o costume para Lílian. Quando voltou, o grifinório tinha em mãos uma garrafa de vinho dos elfos, cuja classificação daria inveja a qualquer colecionador ou apreciador da bebida.

- Você tem certeza que quer tomar isto comigo? - Falou, mesmo sem querer, a garota. Ela sabia alguma coisa sobre vinhos bruxos. - Digo... é caríssimo!

- Nenhum dinheiro pagaria este momento com você, meu lírio. - Também tinha na outra ao duas taças. Levou-as ao sofá e entregou uma para a namorada.

Carregou a taça de um vinho violeta, aspecto bom e cheiro especial. Qualquer ser na terra quereria beber daquilo, e a ruiva se incluía nisso.

- Salut. - Brindou consigo mesmo Tiago, bebendo um pouco da sua.

- Realmente acha que eu vou te desculpar por você não ter falado comigo só com um plano desses? - Olhou nos olhos do namorado. Só agora isso tinha vindo na cabeça; é claro! Era tudo um plano para se desculparem. - Pois eu não vou, Potter!

- Calma! - Espantou a idéia da garota se levantar do confortável sofá ao colocar suas mãos nos ombros da mesma. - E quem disse que o tempo sem falar contigo não fazia parte deste plano?

- Ótimo. - Revirou os olhos. - Adorei sua idéia de "Ignore Lílian Evans em seu melhor dia". Digno de aplausos. - e cruzou os braços. A ruiva agora estava realmente irritada.

- Você não entendeu! - Soltou uma gargalhada que não durou muito, ao ver que a namorada havia ficado mais brava ainda. - Eu fiquei longe porque estava preparando tudo para esta noite.

- Ah, claro. Uma peça bonita que foi criada na sala precisa, junto com um vinho dos elfos. Isso demora menos de dez minutos para se aprontar, Potter.

- Quem disse que eu só preparei isso? - Realmente, aquele tinha sido arquitetado para ser especial.


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CAPITULO 40 - Uma briga na véspera de natal?

Quando o dia amanheceu já se podia sentir um clima diferente no ar. Lilian já acordava cedo e não foi muito diferente. Ela despertou ouvindo o canto de alguns pássaros e os primeiros raios de sol batendo na neve. A ruiva caminhou até a janela e respirou um pouco do ar frio daquela manhã. O castelo ficava particularmente mais bonito naquela época, e era finalmente véspera de Natal. A menina estava se sentindo sozinha, afinal suas amigas de quarto não estavam lá, isso foi mais uma coisa para que a ruiva saísse cedo da cama quente.

Colocando um casaco de lã verde e gola alta com uma saia preta e botas ela saiu do dormitório cantarolando feliz da vida. Ela se sentou no sofá em frente a lareira e ficou observando a neve cair. Seus pais ainda não haviam acordado com certeza, muito menos os marotos. Ou pelo menos quase todos.

- Bom dia. – murmurou Remo sentando-se ao lado da ruiva distraída

- Bom dia Remo. – disse Lily sorrindo

- Animada por ser apenas véspera de natal, imagino se fosse realmente o dia. – comentou Remo

- A virada é sempre a melhor, tem um sabor especial. – falou Lily

- Lily, posso te fazer uma pergunta? – perguntou Remo

- Claro. – respondeu Lilian ficando um pouco séria

- Você ama mesmo o Tiago? – quis saber o maroto

- Muito mais do que eu poderia imaginar. – respondeu Lily sorrindo. – Por quê?

- Porque eu quero que vocês sejam muito felizes e agora tenho certeza de que serão. – explicou Remo sorrindo

- Me sinto completa quando estou com ele. – confessou Lily apoiando a cabeça no ombro de Remo

- Sei bem como é isso. – falou ele

- Sentindo falta da Lore né? – disse Lilian

- Muita, não tem idéia o quanto. Ela me mandou uma carta que chegou agora de manhã. O pai dela apareceu e ela está mais do que feliz. Pediu pra avisar a você. Ah e também disse que nossos presentes vão chegar mais tarde. – contou Remo

- Seu maior presente seria tê-la do seu lado não é? – perguntou Lily

- Não sou egoísta, ela precisa estar com o pai neste momento. – respondeu Remo

- Você está preocupado. – disse Lilian – O que está acontecendo Remo?

- E não é para estar? A Lorelai deve contar agora para o pai dela que está namorando um lobisomem. O mínimo que ele pode fazer é mandar me tirarem da escola. – falou Remo

- Ele não vai fazer isso! Você não é esse monstro que pensa ser. Remo você é uma das pessoas mais maravilhosas que eu já vi na vida. Pode parando com isso, ouviu lobinho? – brincou Lilian

O silêncio se instalou, mas foi quebrado quando Sirius e Tiago desceram as escadas, discutindo para variar.

- Diz logo seu sarnento que você está com raiva porque até agora a Mégara não te mandou uma cartinha! – disse Tiago rindo

- EU NÃO ME IMPORTO COM ISSO! – berrou Sirius

- O que está acontecendo? – perguntou Remo

- Acho que o Sirius vai ser o primeiro cachorro com chifres da história. – respondeu Tiago

- Hey, vocês estão falando da MINHA amiga. Ela nunca faria isso com o Sirius. – protestou Lilian

- E quem disse que o chifres são disso ruivinha? – perguntou Tiago se aproximando para dar um beijo, mas a menina desviou

- E seriam de que por acaso? – retrucou ela

- O Sirius é um mutante, qualquer coisa que ele fizer que não seja latir e se coçar pode virar uma mutação genética, no caso dele provavelmente seja um chifre. Ele morre de inveja de mim. – respondeu Tiago

- Não enche Pontas. – falou Sirius saindo

- Hey me espera! Tenho que falar com meu pai! – disse Tiago saindo junto com Sirius deixando Lilian para trás.

Só que o retrato ficou aberto por instantes fazendo Tiago e Sirius voltarem vestindo a capa.

- Esses dois não têm jeito. – comentou Remo

Lilian ficou olhando para o buraco do Retrato tentando ainda entender a ação de Tiago. A menina se levantou e saiu.

- Aonde você vai? – perguntou Remo

- Estudar! – respondeu a menina

- E o que eu digo ao Tiago se ele perguntar de você? – perguntou ele

- Manda ele ir para o inferno e tentar me achar por lá. – falou Lily saindo furiosa

- Podem sair. – avisou Remo e Tiago e Sirius tiraram a capa de invisibilidade

- Que garota mais esquentada. – comentou Tiago rindo

- Se pelo simples fato de que você saiu e não falou com ela, ela já fez isso. Não quero saber quando você esquecer data de aniversário de namoro. – falou Sirius

- Acho melhor começarmos logo os preparativos, se eu bem a conheço ela foi para a Biblioteca porque eu odeio que ela estude nos tempos vagos e ela vai fazer isso pra me irritar. – disse Tiago

- É um saco sabia? Isso de vocês conhecerem um ao outro melhor que não sei o que. – comentou Sirius

Lilian passou o dia todo na Biblioteca. Nem mesmo seus pais conseguiram tira-la de lá. Como Madame Prince estava de férias, Dumbledore permitiu a menina de comer alguma coisa lá.

- Ela faz sempre isso aqui? – perguntou a senhora Evans preocupada enquanto jantava

- Não, apenas quando está com raiva do Tiago. – respondeu Remo

- O que você fez a pobre menina Tiago Potter?- perguntou a senhora Potter

- Nada mãe

- Nada querida

Tiago e o pai responderam ao mesmo tempo.

- Estão mentindo pra mim. – falou ela aborrecida

- Claro que não! – disseram os dois.

A senhora Potter ergueu uma sobrancelha e voltou a comer ainda contrariada com o filho e o marido

Quando já era noite Lilian resolveu ir até o seu dormitório tomar um banho e trocar de roupa para ir ao salão principal passar um pouco de tempo com os pais. Estava chateada com o Tiago e não com os outros.

Chegou no quarto e só depois de ter tomado banho e colocado uma outra roupa (uma blusa branca com um casaco de lã vermelha por cima, uma calça jeans e botas brancas.) que a ruiva percebeu um bilhete em cima de sua cama.

Meu Lírio

Sei que está com raiva de mim, mas, por favor, me encontre em frente a Sala Precisa. Sabe onde fica, pense em mim e saberá como entrar.

Te amo mais do que tudo.

Seu Potter



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